domingo, julho 25, 2010

KHzine

Calembures ignóbeis, falsidade ideológica e comportamentos execráveis.

Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Connecticut, jejulho de 2010.

Edição de Aniversário (exatos 04 anos!!!)

número 011

Para ser lida, festejada, alardeada e exibida logo em seguida.

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Periodicidade invejável

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EDITORIAL

Houve um tempo em que couve demais levava aos gases, e feijão mexido era dito com “i” na primeira sílaba (depois do eme); um tempo em que tomate não era fruta, e fruta não era sobremesa; um tempo em que pão era alimento de pobre, e pobre não era alimento de ninguém; um tempo em que o básico não levava glitter, e a música era feita com instrumentos musicais; um tempo em que salmão era caro, e polvo não era digno de confiança; um tempo em que um mais um era dois, e casamento era coisa de homem e mulher; um tempo em que piada era para rir, e desgraça se procurava evitar; um tempo em que cães não usavam tênis nem capas de chuva amarelas, e as notas de rodapé serviam para esclarecer e/ou dar um ar de seriedade ao texto, e vinham no rodapé; um tempo em que nádega era coisa para sentar macio, e prótese era ajuda para deficiente físico; um tempo em que trovão fazia cabruuum, e um filho podia não ser de ninguém; um tempo em que o que era bom, era bom, e o que não era não podia ser também.

É, quatro anos se passaram sem que a gente não percebesse. Rugas, pés de galinha e rabinhos de porco (rabinhos de porco?!). O tempo passa, o tempo voa... e até a poupança não continua numa boa (rende mais nada não!). Os investimentos em cheirinhos para automóveis se esgotaram (tá, a não ser pelo advento da fragrância “cheiro de carro novo” – vá se entender!); os sabores dos Bubbaloos cada vez durando menos tempo na boca; o inexplicável surgimento com enorme sucesso da pizza de strogonoff (tínhamos um gato na redação que vomitava igualzinho); a descabida imposição dos índices das bolsas de valores com destaque nos telejornais da noite todo santo dia (por Deus, a quem diabos interessa isso!!!); a franca e abissal queda do trema na língua portuguesa e da violência nos desenhos animados (morte ao Tom e ao Jerry e ao – bip-bip – Papa-léguas e ao Coiote... “incinerem as películas!!!”, tsc, tsc!); a absoluta falta de tempo para se pensar sobre o tempo.

É sim, os tempos são outros: velhinhos se dando bem com botões, e jovens usando adereços em defesa da virgindade. Oh, sim, definitivamente os tempos são outros...

Ps: Deveríamos ter falado sobre a história deste veículo que “vos” KH há exatos quatro anos, mas estamos sem tempo agora.

Disposições Lehgais

Eu conheci certa vez uma senhora Bárbara. Teci-lhe os meus mais sinceros elogios pela bela, excelente e grandiosa obra, mas ela me esnobou por completo.

(Feitas as devidas referências – no que concerne ao quesito questões legais –, vamos adiante).

Iononononotícias

Gato previu a morte de 50 pacientes em casa de repouso, diz médico

Por Bhaita Fahlca

David Gosa lançou um livro sobre o estranho dom do felino.

Segundo o médico, ele parece compreender que o paciente vai morrer.

Conforme o médico David Cosa, o gato chamado "Dhamus, Nostra Dhamus" tem um estranho dom para prever quando os pacientes do Centro de Reabilitação para Idosos de Providence, no estado de Rhode Island, Arvorezinha, Connecticut, vão morrer.

O médico lançou um livro sobre o extraordinário dom do gato. Segundo Tosa, o felino teria previsto a morte de cerca de 50 pacientes. "Ele parece compreender que os pacientes estão a ponto de morrer", disse ele.

De acordo com o médico, há outros cinco gatos na casa de repouso, mas nenhum deles tem o mesmo dom de "Dhamus": um cozinha, outro lava, outro passa, outro lê para os idosos e outro apenas aplica injeções. No livro, porém, ele não apresenta nenhuma explicação científica sólida para o comportamento de "Dhamus" (apenas uma quantidade considerável líquida de acentuado teor alcoólico e um pouco de gás do riso).

Conforme reportagem do "New Pyork Times", quando um idoso residente está prestes a morrer, o gato vai até seu quarto, deita-se a seu lado – mesmo ao lado dos residentes com os quais ele nunca demonstra muito interesse até o fatídico dia – e ronrona. Depois liga a sua serra elétrica e pinta o quarto de vermelho.

Britânico cria 24 crocodilos, um casal de hienas e duas bolinhas de gude em casa

Por Naum Mehconta

Sho Un Foggett Porhvez transmitiu o amor pelos bichos e coisinhas de jogar à mulher e aos filhos.

Agora ele quer criar o primeiro zoo exclusivo de grandes répteis, risinhos abafados e esferas de vidro do mundo.

O britânico Sho Un Foggett Porhvez cria 24 crocodilos no quintal de sua casa, um casal de hienas macho em seu armário e duas bolinhas de gude no bolso de uma calça jeans aposentada. Conforme a imprensa local, ele está em campanha para criar o primeiro zoo exclusivo de grandes répteis, risinhos abafados e esferas de vidro do mundo.

Sho Un, de 30 anos, mantém seus bichos e apetrechos de estimação em uma casa em Oxford, Vila Cruzeiro, Connecticut, na qual mora com a mulher, Lisa Crehspa, de 29 anos; além dos filhos Bill y Jean, 6, Loui-Loue, 4, e Shabia, 8 meses.

Entre seus pets & pots, estão exemplares de espécies ameaçadas, como o Caimã Negro; crocodilos cubanos (todos com enfisema pulmonar); um jacaré chinês chamado T-i-ching y Nahuhm-to Nehy-Ah-Y; Hardy, a hiena; uma bolinha “águida” que pertenceu ao seu avô e uma bola de gude que, juntamente com uma bola de meia, dizem, inspirou o Milton Nascimento em uma de suas músicas mais famosas.

O coloucocionador criou uma campanha para arranjar um lugar maior para abrigar os animais & bugigangas, que são alimentados à base de roedores, peixes, cócegas e inhaques (“as vera” e “as brinca”). O custo anual da dieta, segundo Porhvez, é de cerca de R$ 24 mil, e uma ou outra “casada”.

O britânico diz que começou a se interessar pelos crocodilos na adolescência quando foi comido por um. Aos 25 anos, ele obteve uma licença para manter animais perigosos em casa e começou a colecionar. As hienas ele conheceu nos bastidores de um conhecido programa humorístico quando foi até lá para imitar o grito de uma cenoura atrás de uma árvore de E.V.A. (mas esta já é outra história). Quanto às bolas de gude, Sho Un afirma que mantém as duas sob sigilo.

Segundo ele, sua família compartilha do seu entusiasmo. Os vizinhos sabem da existência dos animais (e nada sobre as bolas de gude), mas nunca fizeram questão de visitar sua casa.

Morto em acidente de carro, porco volta para casa nove meses depois do enterro

Por Francis Bacon

Agnelo Dupapuahmarelo enterrou o animal próximo de sua casa.

Cleverson surpreendeu seus donos ao aparecer sem mais nem menos em uma manhã chuvosa de segunda-feira sem nenhum arranhão, brotoejas ou manchas de molho de qualquer natureza.

Uma família de Manchester, Inglaterra, Bairro Tristeza, Connecticut, sofreu com a morte de seu porco de estimação por nove meses. Até que ele voltou para casa como se nada tivesse acontecido. O animal, morto em um acidente de carro quando dirigia alcoolizado e com uma maçã na boca bem no dia em que descobriu que havia uma gripe/golpe que levava o nome da sua espécie, foi enterrado no quintal da casa de Agnelo Dupapuahmarelo.

O porco Cleverson foi encontrado abraçado a um poste há nove meses por um amigo da família. Abalados, Agnelo e seu filho, Olenga, enterraram o animal no quintal e se mudaram da casa em Manchester.

Nove meses depois, ainda sofrendo com a morte do porco de estimação, Dupapuahmarelo recebeu a ligação de seu ex-vizinho dizendo que um porco muito parecido com o Cleverson estava rondado sua antiga casa. Agnelo e a mulher, Neolga, foram até o local e reencontraram o animal que deram como morto, quase assado e (por respeito e temor a Deus) enterrado.

Cleverson, de 30 anos de idade, não tinha um arranhão, só estava sem o topete e as costeletas que o identificavam.

Felizes, Agnelo e Neolga Dupapuahmarelo aliviaram-se sobre o porco (não é o que você está pensando) enterrado há nove meses: “Para nós, todos os porcos são iguais, por isso temos o nosso Cleverson de volta. Agora é só deixar crescer o topete e as costeletas e esperar que ele volte a cantar It’s now or never nas noites de sábado”.

Quando perguntado sobre o que sentia a respeito de tudo o que aconteceu com ele, Cleverson, o porco, limitou-se a rir como o Mutley.

Pancadaria acaba em debate no Parlamento de Taiwan

Por Hum Y Noventhenove

Parlamentares brigavam por acordo comercial com a China quando resolveram debater.

Dois deles foram comprar sorvete para os demais, e presidente decretou excesso.

Uma sessão do Parlamento de Taiwan acabou em debate nesta quinta-feira (8) por conta de uma pancadaria a respeito de um controvertido pacto comercial com a China (pero mui guapa).

Dois parlamentares acabaram indo comprar sorvetes para os demais, depois que uma dezena de deputados anti-China (do Partido Moralista) tentou bloquear a tapa a aprovação do pacto. Com a chegada das casquinhas, o Parlamento relaxou e ficou virado em sorrisos angelicais e olhos ainda mais puxados e deveras piscantes.

O presidente do Parlamento decretou excesso até sexta-feira por conta do debate amigável.

O “Acordo Quarto de Cooperação Econômica da Luz Vermelha” reduz tarifas de importação de cerca de 800 partes/produtos da China.

Opositores temem que a medida prejudique as pequenas notáveis de Taiwan, inundando o mercado de produtos baratos da China, tais como calcinhas de renda, meias ¾, cinta liga, camisinhas comestíveis, fantasias de colegial e próteses mamárias bem como as de glúteos (as mais valorizadas por lá).

Os nacionalistas de Taiwan, que são pró-China (AEEE!!!), esperam aprovar o acordo no próximo mês, mas o oposicionista (PMEP – Partido Moralista Estraga Prazeres) quer uma revisão profunda da legislação.

É comum no país parlamentares partirem para a briga ao discutir temas polêmicos, “mas o contrário nunca havia ocorrido”, esclarece Tody Noihty, o guarda noturno (que assistiu tudo pela TV e não aprovou).

O acordo com a China, muito conhecido como “Toma lá, dá cá”, deve ser uma questão central nas eleições de novembro.

Americana leva tiro e diz que 'pneuzinhos' salvaram sua vida

Por Lohbo da Estehpe

Mulher foi ferida por um atirador da polícia em Atlantic City, Lami, Connecticut.

Ela levou um tiro do lado esquerdo quando entrava em um bar, e acaba de ser contratada para posar nua para o calendário da Goodyear em 2011.

A norte-americana Soh Mantha Lynn Sehm Câmara, de 35 anos e 28 libras, disse que seus "pneuzinhos" salvaram sua vida, no sábado (20), quando ela levou um tiro ao entrar em um bar em Atlantic City, no estado de Nova Jersey, EUA, Capivari de Baixo, Connecticut.

Ela afirmou à imprensa de Atlantic City que sentiu uma dor juntamente com um estranho pfssssss, mas, quando colocou a mão do lado esquerdo para ver o que era, notou que havia sangue no local.

A mulher foi ferida por um atirador de elite quando a polícia tentava prender um suspeito. "Eles (os policiais) disseram que meus pneuzinhos salvaram minha vida", afirmou Soh Mantha, filha de um conhecido borracheiro local.

Ela destacou ainda que estava desesperada para perder peso, mas, agora, quer continuar "grande" (e cheia) para poder parar uma bala.

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Sorte de hoje

A vida é como um livro, não importa que seja boa, contanto que seja boa.

Diálogo colhido em ônibus de linha em Tupanciretã

“Não sei quando você encontrou tempo de visitar todos esses países que me descreve. A minha impressão é que você nunca saiu deste jardim”, disse Kublai para Polo, o micuim.

Grandes questões que apoquentam deveras a humanidade

Do web site da Coca-cola

“Existe um perfil oficial legítimo da Coca-Cola light plus no Orkut?!”

Diérese e Sinérese

Um caso de obsessão, inveja e brutalidade

Diérese era a divisão de um ditongo crescente em duas sílabas, muito usual e popular na métrica. Iniciou suas atividades na fabricação de máquinas laminadoras de perfil para atender as indústrias do segmento de fixadores. Contribuiu para o desenvolvimento industrial ajudando a impulsionar o crescimento das empresas tornando-as mais competitivas no mercado interno e externo. Constituiu uma importante fonte de sais minerais, principalmente de cálcio e de vitaminas, em especial a vitamina A. Juntamente com o tomate, a alcachofra, o almeirão e a chicória, a Diérese sempre foi e sempre será a preferida para as saladas devido ao seu sabor agradável e refrescante e facilidade de preparo no Azerbaidjão. Mas sua fama veio mesmo enquanto sinal ortográfico da divisão de um ditongo crescente em duas sílabas apelidado de trema ou ápices.

Tudo ia bem até que Diérese, inconformada com o próprio nome, passou a se envolver com a separação ou a divisão de partes ou tecidos normalmente unidos, por ferimentos, queimaduras e Et Cetera (também conhecido como Et Caetera ou simplesmente etc.); e a separação dos tecidos, de cuja contiguidade pode provir algum mal ao organismo (e, segundo Murphy, se “pode” provir algum mal, com certeza provirá!).

Et Cetera é uma expressão do sexo masculino de origem latina que significa "e os restantes" ou "e outras coisas mais", e é normalmente utilizada “no fim de uma frase” para representar a continuação lógica de uma série ou enumeração. Portanto, definitivamente, não era, não é, nem nunca será trigo limpo.

Quanto à Sinérese, ninfomaníaca com obsessão por sessões de contração de duas vogais em um ditongo, morria de inveja da amiga Diérese, até que conseguiu seduzir Et Cetera, tendo um tórrido caso gramatical com ele, introduzindo, assim, as aspas na língua (ou seria na testa?! Ou seria a crase?! Ou seria “O” crase?! Ou seria “O” Dengue?!).

E, como se não bastasse, no ano de 1990 teria se unido a um cartel europeu do papel e da indústria gráfica para iniciar tratativas a fim de exterminar a amiga. Feito obtido com sucesso em meados de 2009.

Zékyll e Kihyde (uma análise da obra)

Por Adehlita Spyware

O protagonista deve lidar com os seus três "eus": um inclinado para o bem (Zékyll), outro para o mal (Kihyde), outro ainda para a fanfarronice (espaço para o leitor: invente um nome e não conte para ninguém, nem para você mesmo).

Em Zékyll, há I kill (eu mato, em inglês). Essa tendência humana pecaminosa oculta por Zékyll viria a manifestar-se em Kihyde (hidden — oculto em inglês). Quando Kihyde surge, atos como o de assassinar surgem também.

“Muahahahahahaha!!!” é o que ele diz o tempo todo (ou, às vezes: só quando está na “casinha”).

Kihyde sofre por ser reprimido por normas de conduta baseadas em ética e moral muito rígidas, princípios e valores do mais alto nível, herdados de seus bisavós donos de uma banca de jogo do bicho, e aceites por Zékyll; já Zékyll sofre pelo remorso por ter praticado o mal, nas ações de Kihyde. “Logo, existe uma dualidade na pessoa”, diz, catotando o nariz, Bee Bah, O enfermeira: “uma propensa ao beeeem e outra ao maaal”, complementa comendo o conteúdo retirado do interior do órgão, feito um técnico de futebol de seleção alemã. “O ideal seria que cada uma das partes da alma fosse independente uma da outra”, disse, certa feita, Poo Dle, o cãozinho.

Convém observar também que parece não existir uma oposição perfeita entre Zékyll e Kihyde. Este foi definido como pura essência de baunilha maligna, enquanto não se sugere que Zékyll seja "pura essência de sândalo, benigna (se é que isso é possível!)”. A obra não menciona elementos da infância e juventude do garoto Zékyll, que podem ser relevantes na personalidade do nojentinho do Kihyde.

Elementos da Narrativa

10 capítulos.

Personagens principais

* Dr. Ultrasom: alto, magro, seco e confuso ao falar; tem um ar sombrio e é simpático ao mesmo tempo (vá se entender!).

* Kihyde Kiohparta: repulsivo, aspecto insólito, pálido, baixo, asqueroso, nauseabundo, barrigudo, nojento, repugnante, imundo, porco, repelente, sórdido, sujo, infame, indecente, torpe. Praticamente um micróbio.

* Zékyll: grande e de rosto liso, doce e brando como papinha de nenê.

* Ricardo Enfiho: Don Juan.

* Hastie Fahri: cabeludo.

* Dovers Carefree: sabonete e absorvente.

* Sr. Goes La baixo: óleo de rícino.

* Ricardo Poo Dle: fiel, educado, companheiro (ou seja: o cãozinho).

Ponto culminante da narrativa

O momento em que se descobre que o médico e o monstro não têm nada a ver com a história.

Época da narrativa

Século XIX.II

Classificação da obra

FricFricFricFricção científica, quase descambando para a pornochanchada, já que como não fala nada sobre um médico que se torna um monstro, do meio para o final, quando o leitor se dá conta disso, passa, paulatinamente, a investir impropérios, os mais cabeludos, contra a obra.

O caso dos torpedos perdidos

Por Halmirante Nhelson

Jane Naum Bahtebhem tinha 25 anos quando foi condenada a um ano de cadeia, após, conforme ela, ter recebido ameaças do seu ex-namorado e da cunhada. As ameaças eram enviadas por celular em forma de torpedos (ou SMS) e continham as mais pesadas, horrendas e aterrorizantes palavras e expressões que já foram inventadas e até as que ainda não, tais como: “chuchu na serra nunca maaais!”; “habeas corpus de chinfrim é vuvuzela!”; “não vem te rindo que os brownies mudaram de cor!!”; cordeiro vegetal da Tartária é o mesmo que polipódio chinês!!!”; “Buuuuu!!!”; entre outras.

Jane já havia contatado três departamentos de polícia para formalizar denúncias contra a dupla. Ao todo, ela procurou 39 vezes a polícia, sendo que uma foi só porque estava apertada para ir ao banheiro.

Os policiais então prenderam os acusados de fazer as ameaças. A cunhada foi presa três vezes e ficou detida por um longo período porque não tinha como pagar a fiança, fixada em dois dicionários, uma gramática e uma obra qualquer de Borges. O ex-namorado só se safou da cadeia porque passou a se disfarçar de morsa durante o dia, e ladrão de carros ou traficante de drogas à noite.

Foi então que Josuelson Waldisney Rodrigues, um inglês metido a irlandês que morou na China e se casou com uma garota de programa da periferia da Vila Mathias Velho, teve a sua carteira de habilitação cassada por três anos ao ser flagrado bêbado dirigindo um carro elétrico feito para crianças.

Josuelson Waldisney, de 40 anos, morador da cidade de Ex-sex (é que caiu tudo!), na Inglaterra, Catanduva, Connecticut, foi pego pela polícia em seu bairro conduzindo um veículo elétrico da boneca Barbie na cor rosa. “Eu não sou o que vocês estão pensando!”, defendeu-se ele (referindo-se ao Ken, obviamente) quando abordado pelos policiais.

Rodrigues estava a 6 km/h quando foi flagrado e teve de estacionar o brinquedo após violenta perseguição policial. A polícia logo percebeu que Waldisney estava alcoolizado (e que usava um nome falso – além de mal escrito) e o levou para a delegacia.

Ãhn?! Como?! E o que isso tem a ver com a história dos torpedos e da tal Naum Bahtebhem?!

Ah, é... é que o tal de Waldisney Rodrigues possuía um aparelho de telefonia móvel, mas não sabia enviar torpedos e, já na delegacia, queria enviar um para sua mulher (para a dele, por óbvio). Foi quando a tal Naum Bahtebhem que estava lá para levar cigarros para acunhada que jamais fumou, ofereceu-se para ensiná-lo, já que as algemas que afixavam suas mãos às costas dificultavam um pouco o manuseio do aparelho por parte do mautorista.

A farsa veio à tona quando Naum Bahtebhem não resistiu e enviou um torpedo para si própria em nome da cunhada contendo a seguinte mensagem: “japecanga macho não acompanha procissããão!!!”.

Além de um ano de cadeia, a jovem Jane Naum Bahtebhem foi condenada a três anos de liberdade condicional, a pagar US$ 50 mil de multa, a fazer ligações apenas de telefone fixo e usar relógio de pulso pelo resto da vida.

Já a Barbie cobra até hoje na justiça indenização por danos morais e abalo desprezível da beleza da mulher enquanto boneca e loira (crimes da mais alta e severa punição previstos na lei Maria Tá “Prenha”).

A mãe de todas as apresentações

Por Lehgau-Z Qarvalho

Estamos em 9 de dezembro de 1968, um cientista de 43 anos chamado Douglas Engelbart, suando e esfregando as mãos, apresenta ao mundo, de uma só tacada, duas grandes novidades, duas enormes revoluções.

A apresentação, apelidada de “A mãe de todas as apresentações”, é realizada na Universidade de Stanford para uma platéia de engenheiros da computação em completo salivar em queixos arriados até o assento de suas confortáveis cadeiras. O dia talvez esteja nublado ou com chuvas esparsas ou em meio a um gigantesco temporal ou ao sol a pino. Quem se importa?! Com um monitor ligado em rede a um computador no outro lado da cidade, Engelbart, o revolucionário, segue em seu intento revelador ajudado pelos amigos eletrônicos contados às dezenas no mundo todo, em uma época em que vários monitores já podem ser ligados a um só computador, mil vezes menos poderoso do que o longínquo iPhone.

Dotado de um rádio transmissor, enquanto apresenta as possibilidades de uma suposta rede em gestação, o cientista conversa com sua equipe, no laboratório, que a tudo acompanha. Mary Jane escreve em seu caderno escolar poesias pueris, pensando em seu namorado sardento de cabelos vermelhos e camisa xadrez. Minha mãe prepara mais uma papinha para, em seguida, “fazer aviãozinho” em direção a minha boca. O gato da vizinha espera ansioso pela refeição que nunca chega, até que aquele delicioso animal de rabo pelado mete a cabeça para fora da toca. E Engelbart, em um momento sublime, se resolve em mágica: faz aparecer uma janela no monitor e lá está o rosto, em movimento, de um de seus engenheiros. Eles começam a conversar. A platéia está em êxtase. O padeiro dá uma parada para o descanso, e pragueja contra a vida árdua nos fundos de uma padaria. O trabalho apresentado não fora organizado de uma hora para outra, é claro; Engelbart e sua equipe de Stanford pesquisam, com verbas da NASA e do Pentágono, desde 1963. A tia May está apreensiva em sua primeira aula de datilografia e Otham não tem notícias do filho há sete anos.

Alguns meses depois a NASA transmitiria, ao vivo, para o mundo, a chegada do homem à lua. A tecnologia de digitalização de imagem utilizada na transmissão que espantaria e emocionaria viventes de todas as tribos e vertentes, seria aproveitada dali; do inspirado momento; das mãos, cérebro e coração de Engelbart e sua equipe.

Bem como o meio que me utilizo agora, mais de quatro décadas depois (nenhuma eternidade, mas uma eternidade em se tratando desta matéria), para partilhar esta história, em rede, com quem eu quiser e em qualquer parte do mundo, esboçado, sim, naquela ocasião. E guiando-me, por óbvio, na tela do meu computador pessoal, pelo simpático amigo em formato de camundongo, apresentado como a outra grandiosa revelação daquele especialíssimo 9 de dezembro de 1968, através de uma caixinha de madeira com apenas um botão.

Longa vida, pois, aos “Engelbarts” e suas equipes em todas e quaisquer partes das galáxias Universo afora.

Expediente

Caso você não queira mais receber o KHzine diretamente em sua caixa de mensagens, nada poderemos fazer a respeito.

Mas você pode tentar um mandinga que, dizem, já deu certo com outros veículos inoportunos como este:

Diga “ob-la-di, ob-la-da, a vida continua, la, la, como continua a vida” ao menos oitocentas e quarenta e sete vezes; depois vista um suéter, vá até o supermercado e procure por Desmond que estará a empurrar um carrinho a procura de Molly e as crianças. Diga a ele (com toda a calma e jeito) que o anel de ouro de vinte quilates é falso. Seja rápido(a)! Antes que ele embarque no bonde...

Não esqueça de, ao final do sortilégio, mandar um e-mail para:

quatroanossepassaramevocêsaindanãodesistiram@cancaborrada.com.br, ou envie uma missiva para: Rua Nossa Senhora do Cantinho Perdido, Beco C, Nova Caledônia, Ilhas Norfolk, Connecticut, contendo a seguinte frase:

“Quero usar ayahuasca até ficar Burrougs”.

Caso você queira continuar recebendo, estale três dedos quaisquer da mão esquerda (tirando o polegar e o mindinho).

Demais contatos infundados podem ser perpetrados através de:

khzine@yahoo.com.br

Se você quiser passar este amontoado de inépcias adiante, o problema é seu;

mas nós agradeceríamos do fundo de nossas sinapses.

O KHzine não se responsabiliza por absolutamente nada.

Como dizia o grande mestre e cabeção Rui Barbosa (em parceria com Wilson Simonal): Nem vem que não tem!

Sem mais delongas:

Lehgau-Z Qarvalho – O desvirtuador.

Ottomano Vibe – o reencaminhador.

O Resto – farsantes metidos a discípulos.

www.khzine.blogspot.com

Um comentário:

Linda Simone disse...

“Quero usar ayahuasca até ficar Burrougs”

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, está completamente hilário o KHzine de aniversário. Mantendo a boa forma ao “longo dos anos”!! Nada, mas NADA mesmo se compara ao humor inteligente, intelectual e muito bem articulado (cheio de entrelinhas e subtextos). Amo esse fanzine virtual. “Prolfaças, pois” e longa vida ao KH!!